23.10.06

Projeto Coral no Orfanato

O Lar Maria e Sininha abriga adolescentes em
situação de risco pessoal e social. Em outras
palavras são adolescentes que foram
abandonados ou afastados de suas famílias por
maus tratos ou negligência. A maioria deles
está no Lar desde que nasceu. Já tivemos épocas
onde moravam 110 crianças e adolescentes. Como
não temos ajuda de nenhum órgão público,
dependemos da ajuda financeira espontânea de
pessoas físicas e jurídicas. Ajuda esta que
varia em importância e duração. Por conta de
muitas dificuldades, há alguns anos optamos por
não aceitar novas crianças. Por isso,
atualmente cuidamos de 15 adolescentes com idades variando de 14 a 17 anos.
Esta instituição localiza-se no bairro
Eldorado, divisa de São Paulo e Diadema. Está
inserida numa comunidade conhecida como Favela
Morro do Macaco, onde vivem cerca de 8000
crianças em situação de carência quase absoluta
de oportunidades sócio-cultural-educativas.
O Lar Maria e Sininha tem desempenhado um
trabalho comunitário tentando atender não só as
crianças como as famílias desta comunidade.
Praticamente todos os nossos projetos são
desenvolvidos com a ajuda de profissionais
voluntários (como eu, por ex., que atuo não só
como presidente da associação, mas também como
acupunturista num ambulatório montado dentro de Lar).

A partir de uma paixão pessoal, uma das
idéias é a organização de um Coral, que envolva
nossos adolescentes e as crianças, adolescentes
e, por que não, os pais da comunidade. Acredito
fortemente no poder terapêutico do canto, como
forma de expressão e de conhecimento pessoal.
No entanto, pelo menos por enquanto, não temos
verba para pagar um maestro. Por isso, estou à
procura de um maestro voluntário.

Por outro lado, entendemos que a atuação
voluntária, quando prolongada é muito
complicada. Todos temos compromissos a cumprir
e, numa cidade tão grande, é quase um luxo
poder dispensar um período ou mais por semana
para uma atividade não remunerada, num local
distante. Faz parte deste projeto buscar uma
empresa que possa bancá-lo. No entanto, é
importante a implantação de um piloto, para
testar a adesão da comunidade. As empresas
aderem mais facilmente a projetos que já
estejam solidificados e que envolvam um grande
número de pessoas. É a realidade.....

Em resumo é isso.

Obrigada pela atenção
Silvia

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